“ A paróquia é uma casa de fé, de portas abertas ao mundo e às pessoas. É uma casa de fé porque partilha a vida e a fraternidade, celebra eucaristicamente a presença de Deus pela vida e o anuncia mediante o testemunho comprometido com a Palavra, capaz de dar sentido pleno à existência. É uma casa de portas abertas quando participa do cotidiano das pessoas, das suas alegrias e dramas, dos momentos vitais da existência, sendo um “hospital de campanha”, capaz de atender às feridas da alma, e uma casa materna, que acolhe a todos.

É com essa perspectiva que assumo o encargo de ser pároco desta comunidade, especialmente pelo que ela representa para esta cidade.

É um desafio, mas sabemos que “tudo fica sustentado pela fé”. Gostaria de ressaltar dois desafios para os próximos anos: a reforma desta casa e a conversão pastoral. Ambos se complementam. A restauração deste templo, que guarda dentro de si tantas histórias, contadas em súplicas e louvores, muitas vezes entre lágrimas, demonstra a importância do espaço sagrado, tem que no Coração de Maria o sentido de casa materna. Mas a beleza do templo seria incompleta sem a presença de cada um de vocês que, na diversidade de dons e carismas, formam um verdadeiro tesouro para a Igreja. Por isso, a importância da conversão pastoral, uma atitude que deve permear sempre nossas pastorais e movimentos. Como diz o Papa Francisco: a conversão pastoral significa que todas as estruturas se tornem mais missionárias (EG 27).

Em tempos de mudança, muitas dúvidas surgem, especialmente quanto ao estilo de trabalho pastoral. Por isso, escolhi três verbos que marcaram o encontro do Papa Francisco com os Missionários Claretianos, no Capítulo Geral em 2015, como eixos centrais para o meu trabalho à frente desta paróquia: adorar, caminhar e acompanhar.

-Pe. Anderson Luís Pereira de Carvalho